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domingo, 20 de fevereiro de 2011

O grande experimento chileno com tecnologia

Matéria interessante de André Faust da Revista Exame, ótima idéia para o governo Brasileiro se inspirar, não concordam?

Na corrida pela criação de polos de inovação, o governo do Chile lança mão de uma fórmula original para fundar seu próprio Vale do Silício

O grande experimento chileno

Prometem-se: um par de bois; um arado; uma carroça de madeira; 150 tá­buas; 23 quilos de pregos e um terreno de 70 hectares.” Topar com cartazes desse tipo era algo trivial na vida de cidadãos europeus do século 19. O propósito das promessas era seduzir migrantes à “bela República do Chile, um dos melhores climas do mundo e um Estado livre por excelência”. A estratégia para fazer prosperar o jovem país, mesmo à época, não era nova — tampouco original. Concorria com a de outras nações do Novo Mundo, Brasil incluído, e tinha como maior exemplo o rápido desenvolvimento dos Estados Unidos naquelas décadas, uma nação forjada com milhões de habitantes de outros continentes em busca de uma vida melhor.

Imitar o modelo de crescimento americano tem sido, não sem razão, uma prática comum de governos de todo o mundo. Na área de tecnologia, nenhum lugar tem sido tão cobiçado quanto o Vale do Silício, de onde saíram as empresas de tecnologia mais inovadoras do mundo, responsáveis por fundar as bases da economia digital. Em toda parte, países têm investido um bom dinheiro, Brasil outra vez na lista, no esforço de replicar o prodígio californiano. Até agora, porém, praticamente todas as empreitadas para criar celeiros de inovação seguiram o mesmo roteiro. Primeiro ato: fortalecer uma universidade de pesquisa. Segundo: construir um parque tecnológico. Terceiro: oferecer incentivos fiscais — e, por fim, sentar e esperar a mágica acontecer. A cena final lembra os filmes de faroeste, com o cricrilar de grilos e fardos de feno levados pelo vento no desolador cenário do deserto americano. Sinopse da aventura: nada, ou quase nada, acontece.

É aqui que o Chile entra outra vez na história. “Oferecem-se: espaço para escritórios; mentoring; networking com investidores; visto de um ano; 40 000 dólares para investir em projeto de tecnologia a ser desenvolvido localmente.” Eis a estratégia para, no século 21, criar, do zero, um dos maiores polos de inovação do mundo: convencer algumas das mentes mais brilhantes da atualidade a fundar e desenvolver suas empresas de tecnologia — por que não? — no Chile. O experimento, batizado de Start-Up Chile, já é uma das vitrines do governo do presidente Sebastián Piñera e vem na esteira de projetos e reformas para elevar a competitividade do país. “Sabemos que pode parecer uma ideia um pouco louca”, diz Jean Boudeguer, diretor executivo do programa e ex-executivo da LAN. “Mas também achamos que, com ela, podemos mudar o mundo.” Ao “importar” empresas em estágio embrionário, o modelo chileno tem um novo ponto a provar: não são universidades, parques tecnológicos espaçosos ou baixos impostos, afinal, que fazem a inovação acontecer. São empreendedores.

Leia a matéria completa em : http://tinyurl.com/45o5wty