Hospedagem Profissional

Hospedagem Profissional
Clique aqui e ganhe US$ 10,00 para testar durante 1 mês a melhor hospedagem: Digital Ocean!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Currículos que funcionam

curriculos-que-funcionam A Microsoft recebe cerca de 25 currículos por dia. A Unisys, outros 500 por mês — em 2006, foram 6 mil. Por que um candidato é chamado para entrevista e o outro não? A resposta pode estar no currículo. Nem sempre basta ter boa formação e carreira sólida. Essas informações devem aparecer de forma clara, concisa e objetiva. “O entrevistador avalia o que o profissional pode trazer para a empresa. É importante que o currículo mostre as contribuições que ele deu nos empregos anteriores e os resultados obtidos”, afirma Mylene Mitrulis, gerente de recrutamento da Microsoft.
Os consultores de recursos humanos recomendam que o profissional prepare mais de um currículo para atender a diferentes situações. Se conhecer os requisitos da vaga, deve ressaltar as habilidades e experiências relacionadas com eles. “No currículo-padrão, essa informação pode passar despercebida, estar num cantinho escondido”, diz Leyla Galetto, diretora do Grupo Foco.
Veja o exemplo citado por Malena Martelli, diretora de recursos humanos da Unisys. A empresa precisa preencher com urgência uma vaga de gerente de projetos de TI, porque acabou de ganhar uma concorrência num banco. “Se eu bater o olho em um currículo de uma pessoa com experiência em gerência de projetos na área financeira e formação em Ciência da Computação na USP, certamente ela será chamada para a entrevista”, diz Malena.
Confira, a seguir, um modelo de currículo e dicas do que colocar em cada tópico:

Apresentação


Seja breve, claro e, ao mesmo tempo, abrangente. Coloque as informações mais importantes sobre a formação e a vida profissional de forma lógica e organizada, para facilitar a leitura. Evite fontes de letras muito pequenas ou cheias de firulas e o excesso de palavras grifadas — esse recurso deve ser usado apenas para destacar palavras-chave, que poderão facilitar o armazenamento do seu currículo em um banco de dados inteligente. Não mande foto. De modo geral, o currículo não deve passar de duas páginas. A exceção são para os cargos executivos, como presidente ou diretor de empresa. “Esse é um processo demorado, complicado, arriscado e caro”, afirma Riccardo Gambarotto, diretor da empresa de headhunters Spencer Stuart. “Por isso, é preciso conhecer toda a vida profissional do candidato.”

Objetivo e perfil


Decida exatamente o que você quer fazer — a área em que quer atuar ou a posição desejada — e coloque isso como objetivo, logo no início. Esse item facilita a vida de quem vai ler o currículo e, por isso, deve vir após a identificação pessoal — que deve conter apenas seu nome, endereço completo, telefone, celular e e-mail. Faça também uma síntese do seu perfil profissional, destacando qualificações, o tempo de carreira e as áreas em que tem mais experiência. Se trabalhou em empresas conhecidas no mercado, ou morou algum tempo no exterior, é importante ressaltar.

Histórico profissional


Essa é a parte mais importante do currículo. É onde você deve colocar os projetos de que participou. Comece sempre pelo último emprego, mencionando o nome da empresa, o período em que trabalhou nela e o cargo ou as funções que exerceu. Se não for conhecida, convém acrescentar uma breve descrição sobre ela (área em que atua, faturamento ou origem). Ressalte a sua contribuição nos resultados positivos que a empresa possa ter obtido. “Se participou de um projeto de TI que ajudou a organização a aumentar sua receita em 10%, por exemplo, isso deve estar no currículo”, diz Mylene Mitrulis, da Microsoft.

É preciso ter bom senso para não cansar o pessoal de recrutamento com uma lista interminável de realizações que podem não ser tão relevantes — ao menos para a vaga disponível. Bom senso também é fundamental na hora de descrever atividades ou funções mais técnicas. As “sopas de letrinhas” muito comuns na área de tecnologia podem ser um diferencial no currículo, mas é preciso levar em conta que quem vai ler o currículo primeiro é alguém da área de recursos humanos, que pode não dominar detalhes do linguajar técnico.

Formação e idiomas


A formação acadêmica deve conter os cursos de graduação, pós-graduação, MBA e de especialização — só os relevantes para a carreira. Além do nome do curso, é preciso colocar o nome da instituição e o período em que foi feito. Cursos fora do Brasil e as certificações profissionais também devem ser mencionados.
Dependendo da empresa, o conhecimento de outras línguas — em especial, o inglês — é essencial. Na Microsoft, por exemplo, falar inglês é pré-requisito. Por isso, o currículo deve informar que idiomas você conhece e se é fluente, ou está no nível intermediário. Se só souber o básico, é melhor não colocar nada.

Por Rosa Sposito - da INFO
em http://info.abril.com.br/professional/carreira/curriculos-que-funcionam.shtml
Publicado originalmente na revista INFO de abril de 2007